11:13, 17 fev 2017
Tocantins

CEM Santa Rita promove mais uma edição do projeto Xadrez Humano

Foto: Elias Oliveira/Governo do Tocantins

Josélia de Lima / Governo do Tocantins

O Centro de Ensino Médio Santa Rita de Cássia, em Palmas, une a arte e o esporte para promover a integração entre os alunos e ampliar o interesse pelo conhecimento, com a realização da 9ª edição do projeto Xadrez Humano. No pátio da quadra de esportes se desenha um tabuleiro de xadrez e as peças são os próprios alunos, que se transformam em personagens das histórias que escolheram para defender a sua turma. Haverá novas apresentações do Xadrez Humano nesta sexta-feira, 17,  e no sábado, 18, a partir das 8h.

Para participar do Xadrez Humano, os jovens começaram a se preparar desde o ano passado, inclusive durante o período de greve dos professores, os alunos se encontravam para estudar os temas e ensaiar.

O projeto envolve todos os alunos e professores da escola. Enquanto alguns alunos/personagens representam peças do xadrez, um grupo está na mesa de xadrez jogando e outro grupo fica responsável para responder às perguntas, que são elaboradas sobre os conteúdos aplicados nas aulas do ensino médio. São perguntas referentes a todas as matérias.

A coordenadora pedagógica Merian Lopes ressaltou a interdisciplinaridade e disse que cada turma tem um professor orientador que auxilia os alunos na organização das apresentações de dança, teatro e na composição dos personagens.

O professor de Educação Física Fabiano Vitório Marinho, que acompanha o projeto desde a sua implantação há nove anos, abordou a interação entre o esporte e a aprendizagem. “O xadrez ajuda os estudantes a desenvolverem o raciocínio lógico, a pensar, a buscar estratégias. E percebemos que todos estão envolvidos na realização do projeto”, frisou.

A diretora Nilva Leal Gomes Bueno ressaltou que o Xadrez Humano ajuda na divulgação da escola. “É um projeto que já tem tradição. O foco maior são as pesquisas que os alunos fazem para a composição dos seus trabalhos. Eles se interessam mais pelo estudo e pela escola”, afirmou.

Encarando personagens

A estudante Jamila Gomes, 16 anos, aluna da 3ª série do ensino médio, contou que já participa do Xadrez Humano há três anos. A sua turma resolveu fazer uma retrospectiva de todos os temas apresentados. Neste ano, ela encarou a rainha má. “É um trabalho interessante porque há cooperação, aprendemos a ouvir, a trabalhar em conjunto, a ser paciente. Destaco como importante a interação entre os colegas. Vou sair da escola, mas essas apresentações ficarão marcadas em nossas vidas”, ressaltou.

Larissa Gomes, 17 anos, aluna da 3ª série do ensino médio, falou do seu personagem. “O Xadrez Humano nos permite mostrar a nossa forma de expressar, de mostrar o que pensamos e o que estamos produzindo na escola. Aqui não importa se ganhamos ou perdemos, o que vale é a diversão e a participação. Aprendemos brincando”, disse.

Jocyane Alves de Sousa, 18 anos, também da turma da 3ª série, apontou o espírito de união presente na escola. “No momento da pesquisa nos interessamos mais pela leitura, para conhecer os personagens da história e há muita cumplicidade entre os membros dos grupos”, afirmou.

O estudante Marcelo Bruno Pinto Monteiro, 18 anos, também da 3ª série, contou que toda a preparação envolve muito os alunos. “Vamos sair da escola e vamos levar lembranças das risadas e da alegria presente em todas as fases do projeto”.


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