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Amazonas 12:05, 18 out 2019 Em nove meses, novo Governo do Amazonas promoveu 13 mil professores da rede estadual

Em nove meses, novo Governo do Amazonas promoveu 13 mil professores da rede estadual

Promoções horizontais e verticais representaram investimento de R$ 15 milhões na folha de pagamento da Seduc-AM

Entre as políticas de valorização dos professores da rede pública estadual, estão as promoções horizontais e verticais previstas no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores. Para atender a essas políticas, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM), promoveu, nos últimos nove meses, cerca de 14 mil profissionais do magistério, seja por tempo de carreira ou por qualificação.

Com a promoção vertical, que é feita por qualificação e representa ganhos salariais de 12% em caso de especialização lato sensu, 50% para profissionais com mestrado e 55% para doutorado, foram alcançados 3.572 professores neste ano. Atualmente, a rede estadual de ensino dispõe, em seu quadro de servidores, de 8 mil professores e pedagogos efetivos com algum nível de especialização.

A maioria das promoções foi feita com as progressões horizontais, alcançando 10.612 professores e pedagogos. Nessa categoria, são promovidos servidores que possuem tempo de serviço suficiente.

A professora Regina Oliveira, que atua há 10 anos na Escola Estadual de Atendimento Específico Mayara Redman Abdel Aziz, foi uma das educadoras da Seduc-AM que buscou uma qualificação. Desde agosto de 2018, ela faz mestrado em Educação Especial em Contextos Amazônicos, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

“Já estou há alguns anos no magistério e sempre tive grande incentivo da Seduc-AM em buscar qualificações. Meu título de especialista, inclusive, só veio por conta de intermédio da secretaria, por meio de convênio com a Universidade Federal do Ceará (UFC)”, revelou Regina Oliveira.

A professora analisa a progressão vertical promovida pela Seduc-AM como sendo um reconhecimento ao árduo trabalho dos educadores que buscam a qualificação. “Agradeço pelo incentivo da Seduc-AM. É uma condecoração às nossas renúncias, noites de sono perdidas e dedicação, que serviram como bússola para que a gente alcançasse novos e satisfatórios resultados. Minha pesquisa será a primeira em nível estadual sobre a Escolarização de Alunos com Transtorno do Espectro Autista”, revelou Regina.

Parceria – Para alcançar esses números, o Governo do Amazonas dispõe de parcerias com as principais universidades do estado. Em julho deste ano, por exemplo, a Seduc-AM teve 18 profissionais da rede estadual selecionados para mestrado em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE–Ufam), convênio entre a pasta e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

FOTOS Seduc-AM (2)

Para este convênio, as linhas de pesquisa foram Processos Educativos e Identidades Amazônicas, Educação, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional; Formação e Práxis do(a) Educador(a) Frente aos Desafios Amazônicos; e Educação Especial e Inclusão no Contexto Amazônico. Os aprovados assinaram, ainda no mês de julho, um Termo de Compromisso que simboliza o comprometimento dos candidatos com o mestrado e o Governo do Amazonas.

Além do PPGE–Ufam, a Seduc-AM planeja, para 2020, novas parcerias com outras universidades do Amazonas. A ideia é que a secretaria possa atender a todas as áreas da Educação Básica. Dois dos convênios que já estão em andamento são com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), para o mestrado interdisciplinar de Ciências Humanas, Educação em Ciências e Recursos Hídricos; e novamente com a Ufam, desta vez, para o mestrado em Filosofia, História, Ciências e Matemática.

O professor e mestrando Zilmar Lima da Silva foi um dos beneficiados pelo convênio entre a Seduc-AM e a Ufam. Em agosto de 2018, como resultado da parceria, ele ingressou no mestrado em Geografia. “Este projeto está sendo muito importante para a gente. Seria muito difícil buscarmos essa qualificação caso ele não existisse, pois é necessário que a gente se afaste da sala de aula. Acaba que, estudando e trabalhando, nós não temos um aproveitamento muito bom”, afirmou.

Assim como Regina, ele – que atua nas escolas estaduais Ruy Araújo e Getúlio Vargas e no Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) do Aleixo – também reconhece a progressão vertical como sendo um estímulo aos professores que buscam a qualificação. “É um dos principais fatores que incentivam o educador a continuar a estudar. Além disso, nosso retorno à sala de aula será bem melhor. Vamos aplicar tudo aquilo que aprendemos”, finalizou.

FOTOS: Cleudilon Passarinho e Eduardo Cavalcante/Seduc-AM


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