18:32, 30 abr 2015
Gestão Escolar

Em Petrolândia (PE), projetos desenvolvidos pela EREM Maria Cavalcanti Nunes beneficiam a população

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Ações ocorrem em parceria com a comunidade e a prefeitura

Estudantes, professores, comunidade e poder público parceiros em prol do conhecimento e do bem-estar da população. Essa foi a ideia do professor de Física Roberto Oliveira, que desde 2003, vem desenvolvendo projetos com os alunos da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Maria Cavalcanti Nunes, em Petrolândia, Sertão do Estado. As ações realizadas pelo docente e alunos transpõem os conhecimentos adquiridos em sala de aula para fora dos muros da escola. Entre as atividades realizadas está produção de detergentes, coleta de pilhas alcalinas, realização de olimpíadas de conhecimento e estímulo ao turismo local. De acordo com o professor, os relatos de todas as ações serão registrados em artigo científico "Cidade e cidadania: como o ensino da Física pode contribuir para melhorar a vida da população de um município,” que será apresentado no XIII Congresso Internacional de Tecnologia da Educação, que acontece no mês de setembro, no Centro de Convenções em Olinda-PE.  “O objetivo principal destas ações é o de mostrar que a escola pode exercer o seu papel de cidadania para a comunidade onde está inserida”, afirma. Abaixo, descrevemos alguns projetos realizados por essa turma nota 10!

Produção de detergente

Um dos projetos de destaque, realizado na primeira quinzena de abril, durante a Semana da Saúde, foi a produção e distribuição de detergente para a comunidade. Os estudantes fizeram o detergente com ajuda do professor de Física, produzindo 18 litros de detergentes que foram distribuídos para comunidades de baixa renda.

Coleta de pilhas

A preservação ambiental também tem sido foco dos projetos desenvolvidos pela escola, que, em parceria com a prefeitura, distribuiu caixas coletoras de pilhas pelos principais pontos da cidade. O material coletado é lavado para a CHESF, em Paulo Afonso-BA, que fica próximo à Petrolândia, e para um shopping no Recife, onde existem coletores associados a empresas responsáveis. “O projeto já existia com a prefeitura municipal, aí tive a ideia de expandir para o comércio, escolas e hospitais. Começamos a coleta há um mês e a comunidade está colaborando muito. Não sei como está aparecendo tantas pilhas. Acho que o pessoal guardava em casa”, destaca o professor.  

Tecnologia

Como estímulo ao turismo e ao conhecimento sobre a cidade, 160 estudantes da unidade produziram, em março, QR Codes, ou Códigos QR, que são código de barras bidimensionais que podem ser facilmente esquadrinhados usando a maioria dos telefones celulares quipados com câmera. Os QR Codes foram fixados pelos principais locais públicos da cidade com informações sobre monumentos e história do local, além do acesso aos sites oficiais do município.

A escola também desenvolve, desde 2003, o projeto que utiliza softwares para criação de maquetes em 3D de prédios públicos da cidade. Este ano, o projeto reconstituiu edifícios antigos, como a Igreja Matriz e a prefeitura, que foram submersos pelas águas do Lago de Itaparica, devido à construção da Usina Hidrelétrica no Rio São Francisco. O projeto foi divulgado pela TV Escola, com o título Atlântida: resgate de uma cidade submersa.

Olimpíadas do conhecimento

Ainda em parceria com o município, Roberto Oliveira implantou a Olimpíada Científica sobre saúde e sustentabilidade para duas turmas de alunos do 5º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Itamar Leite. “Foi um projeto piloto, no qual participaram 80 alunos. Pretendemos ampliar e trazer também para as escolas da rede estadual. Pensando na sustentabilidade, as medalhas da olimpíada foram confeccionadas em MDF reciclado”, explica.

O professor foi além e possibilitou que estudantes de Portugal participassem da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA). “Mandei um e-mail solicitando a inscrição da Escola Secundarista Adolfo Portela, localizada em Águeda, em Portugal,para ter acesso ao portal da OBA, pois as escolas precisam apresentar o código do INEP. 36 alunos, entre 15 e 16 anos, realizaram as provas no ano passado. Foi uma ação inédita e os alunos adoraram”, comemorou Roberto.


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