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Educação Profissional 12:44, 26 jun 2017 Ensino tecnológico garante mão de obra especializada no Pará

O veículo está sendo projetado pelos professores e alunos dos cursos de Eletrotécnica e Mecânica da Escola Tecnológica Estadual Magalhães Barata. O projeto envolveu aproximadamente 50 alunos de dois cursos e dois professores, André Leão, de eletrotécnica e o engenheiro mecânico e mestre em engenharia industrial, Wladimir Borges. "Nós atendemos e formamos mão de obra para todo o Estado. Temos formado mão de obra capacitada para estes grandes projetos”, declara Wladimir Borges. Placas de captação de energia solar convertem energia proveniente do sol em energia elétrica no carro híbrido. A proposta do carro híbrido é resultado de um esforço para produzir soluções ecológicas e financeiramente viáveis, explica o professor André Luís. O estágio nas escolas de educação tecnológica é obrigatório e objetiva propiciar a complementação do processo ensino-aprendizagem, integrando o conteúdo curricular do curso. André Moraes, 18 anos, participa da equipe de alunos que integraram o projeto do carro híbrido e também já desenvolve serviços para um mercado que precisa deste tipo de profissional. Rafael Silva há um mês iniciou o estágio na Hytec e hoje está trabalhando na área de montagem e manutenção de cilindros. A Rede de Escolas Tecnológicas no Estado atende mais de 15 mil estudantes. Entre estas empresas está a Hytec Automação Ltda., que todos os anos recebe alunos das escolas tecnológicas para o estágio supervisionado. A Secretaria de Estado de Educação inaugurou neste mês a Escola Tecnológica de Santarém, no oeste do Pará, ampliando a rede do Pará para 21 escolas técnicas, sendo oito em Belém e 13 no interior. Aproximadamente 160 acordos de cooperação técnica com instituições públicas e privadas garantem campo de estágio aos alunos da rede nesta importante etapa da formação profissional.
Foto: Agência Pará

Imagine um automóvel híbrido, que possui um motor a gasolina e um movido a energia solar, o que permite reduzir o esforço do motor e o consumo e emissão de poluentes. Este veículo está sendo projetado pelos professores e alunos dos cursos de Eletrotécnica e Mecânica da Escola Tecnológica Estadual Magalhães Barata. As escolas tecnológicas são mantidas pelo Governo do Pará e atendem aproximadamente 15 mil alunos em todo o Estado.

A proposta do carro híbrido é resultado de um esforço para produzir soluções ecológicas e financeiramente viáveis, explica o professor e mestrando em eletrotécnica pela Universidade Federal do Pará, Andre Leão, um dos idealizadores do projeto. “Estamos procurando soluções alternativas para uma possível crise de combustíveis fósseis, que segundo os cientistas, pode ocorrer em um futuro não tão distante”, comenta.

“A ideia era desenvolver um projeto educacional que pudesse trazer não só a prática para os alunos, mas também ser útil para a sociedade de uma forma mais ampla”, explica o professor. Procurou-se desenvolver, continuou o professor, um meio de locomoção viável que utilizasse energia renovável e que substitua o motor à combustão, que produz ruídos e polui o meio ambiente.

O sistema do carro hibrido funciona da seguinte forma: placas de captação de energia solar convertem energia proveniente do sol em energia elétrica. O motor a combustão é substituído por um motor elétrico trifásico. “Um motor bastante robusto com uma potência capaz de fazer a mesma coisa que faz um motor de combustão, com um índice menor de ruído e sem poluição, de forma limpa”, destaca.

O projeto envolveu aproximadamente 50 alunos de dois cursos e dois professores, André Leão, de eletrotécnica e o engenheiro mecânico e mestre em engenharia industrial, Wladimir Borges. O professor explica que para tornar o projeto possível foi preciso improvisar com material reciclado e doações, muita criatividade e o interesse dos alunos que participaram do projeto.

“A única escola que opera nesta modalidade é a Magalhães Barata. Nós atendemos e formamos mão de obra para todo o Estado. No Pará nós temos máquinas que operam na mineração que só existem aqui e em poucos lugares do mundo e nós temos formado mão de obra capacitada para estes grandes projetos”, declara Wladimir Borges.

O professor ressalta que todos os anos a Escola Tecnológica, graças ao corpo de professores qualificados, coloca no mercado de trabalho profissionais capacitados que são absorvidos pelas grandes empresas. “Eles estão inseridos em um mercado que tem constante necessidade de mão de obra especializada, onde eles podem desenvolver uma atividade e também trazer desenvolvimento econômico para o Pará”.

Ensino Tecnológico

A Rede de Escolas Tecnológicas no Estado atende mais de 15 mil estudantes, distribuídos nos cursos Técnicos, nas seguintes formas de oferta: Ensino Médio Integrado a Educação Profissional (EMI), Ensino Médio Integrado a Educação Profissional em Tempo Integral (EMITI), Ensino Médio Integrado a Educação Profissional de Jovens e Adultos (Proeja) e subsequente (capacitação).

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) inaugurou neste mês a Escola Tecnológica de Santarém, no oeste do Pará, ampliando a rede do Pará para 21 escolas técnicas, sendo oito em Belém e 13 no interior, com destaque para a implantação das Escolas de Ensino Tecnológico de Vigia de Nazaré, na região Nordeste do Pará e Oriximiná e Santarém, no oeste do Estado.

André Moraes, 18 anos, é aluno do curso de Eletrotécnica da Magalhães Barata. Ele participa da equipe de alunos que integraram o projeto do carro híbrido e também já desenvolve serviços para um mercado que precisa deste tipo de profissional. Ele conta que todas as semanas é chamado para atender um cliente e ressalta que está no caminho certo ao optar pelo ensino técnico profissionalizante. “A elétrica move o mundo e eu fiz a escolha certa em trabalhar na área tecnológica e não me arrependo. Estou no caminho certo”.

O estágio nas escolas de educação tecnológica é obrigatório e objetiva propiciar a complementação do processo ensino-aprendizagem, integrando o conteúdo curricular do curso, em termos de treinamento prático, de aperfeiçoamento técnico-cultural, científico e formação profissional dos discentes.

Aproximadamente 160 acordos de cooperação técnica com instituições públicas e privadas garantem campo de estágio aos alunos da rede nesta importante etapa da formação profissional. No ano passado, mais de mil alunos estavam em campo de estágio supervisionado.

Entre estas empresas está a Hytec Automação Ltda., que todos os anos recebe alunos das escolas tecnológicas para o estágio supervisionado. Muitos de seus profissionais começaram como estagiários e hoje foram efetivados como profissionais. Esta é uma das poucas empresas que dominam esta área da automação no Estado.

Entre estes profissionais está Iury Campos, 22 anos, ele completou a carga horária de um ano de estágio pelo curso técnico em Mecânica pela Magalhães Barata e há 11 meses foi contratado pela empresa Hytec para o quadro de seus profissionais.

“Eu sempre me identifiquei com a área da mecânica, era apaixonado por máquinas pesadas e procurei uma escola tecnológica atrás do meu sonho e hoje sou profissional de uma empresa top na área da hidráulica. Aqui eu aprendi muita coisa e pretendo continuar por aqui sempre me aperfeiçoando cada vez mais na minha carreira”, diz Iury.

O supervisor da empresa, Dirlando Teixeira, 41 anos, comenta que o estudante quando chega a empresa está querendo praticar e aperfeiçoar seu aprendizado, ter uma precisão na área em que ele está estudando. “No futuro eles estarão no mercado de trabalho cada vez mais exigente com qualidade e com perfeição”, ressalta.

É atrás deste sonho que está correndo o estudante Rafael Silva, 21. Há um mês ele iniciou o estágio na Hytec e hoje está trabalhando na área de montagem e manutenção de cilindros. “Estou me qualificando para o meu futuro ser um especial. Um trabalhador qualificado é um profissional que trabalha com êxito. Na escola aprendemos a teoria e na empresa aperfeiçoamos o conhecimento”. Mais informações sobre as escolas tecnológicas da Seduc no site http://www.seduc.pa.gov.br/site/eetepa


Texto:Márcio Flexa

Fotos: Sidney Oliveira

Agência Pará



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