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Prêmio Gestão Escolar 12:43, 11 out 2017 Escola João Bento da Costa, de Rondônia, concorre ao Prêmio Gestão Escolar 2017 com o projeto Terceirão

Alunos do Projeto Terceirão começam logo no 1º ano do Ensino Médio com carga horária diferenciada das demais escolas Coordenadora estadual do Prêmio Gestão Escolar, Elizabete Siqueira, destaca participação de Rondônia Diretor da Escola João Bento da Costa, Francisco Lopes, representa Rondônia na premiação
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Referência em aprovação de alunos em vestibulares, a Escola Estadual de Ensino Médio João bento da Costa, de Porto Velho (RO), foi a vencedora da etapa estadual do Prêmio Gestão Escolar (PGE-2017), e agora concorre ao destaque regional, cujo resultado será divulgado durante evento que acontecerá nos dias 19 e 20 deste mês, em Rio Branco (AC). As primeiras colocadas nas cinco regiões brasileiras irão concorrer ao Prêmio Escola Referência Nacional no dia 6 de dezembro. A premiação consiste em R$ 30 mil concedidos pelo Concelho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que promove o evento há 19 anos em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

No ano passado, a vencedora foi a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Marechal Rondon, de Vilhena (RO), o que garantiu ao diretor Flávio Antônio da Graça uma viagem de Intercâmbio aos Estados Unidos.

De acordo com a coordenadora estadual do PGE, Elizabete Siqueira, Rondônia sempre tem garantido participação, e neste ano já se destacou em nível nacional como o segundo Estado que mais teve escolas inscritas, 318, o que equivale a 31% do total de 1.143 instituições de ensino público. O Estado que mais teve inscrições foi o Tocantins, com 401, ou 37,7% das 1.486. Em todo o País há 146.065  escolas públicas, mas apenas 4.119 concorreram.

“O prêmio é uma iniciativa do Consed que estimula as escolas públicas a se autoavaliarem e a elaborar um plano de gestão e de ação com a participação da comunidade escolar buscando ou promovendo as boas práticas de gestão, além de incentivar o intercâmbio ou a troca de experiências para o aprimoramento do processo ensino aprendizagem”, explicou a coordenadora, que atualmente também responde pela Diretoria Geral da Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc).

Até o ano passado, a premiação para o diretor da escola vencedora em nível nacional era uma viagem aos Estados Unidos, mas neste ano, com a mudança do presidente daquele País, a parceria não foi renovada, por isso a premiação consiste em R$ 30 mil para ser aplicados na melhoria da estrutura física e pedagógica da escola. Os gestores das escolas vencedoras na fase regional, cinco ao todo, inclusive o vencedor da fase nacional, ganharão uma viagem de intercâmbio para um País da América Latina, ainda não definido; enquanto os das escolas referência em nível estadual farão uma viagem para um Estado brasileiro, também a ser definido.

“A partir deste ano o PGE foi institucionalizado como processo de avaliação semestral das instituições”, disse Elizabete, que em 2005 ganhou uma viagem para os Estados representando a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Álvares de Azevedo, de Vilhena (RO), que ganhou o prêmio com o projeto: Pais Participativos, Escola Fortalecida. “Para mim foi uma experiência gratificante. Pude perceber que as escolas públicas de lá são melhores que as privadas, são muito respeitadas e há envolvimento maior da família. Mas, apesar disso, constatei que aqui fazemos muito, com o pouco que temos, e esta constatação também existe lá. O prêmio é importante porque estimula os gestores”, afirmou a coordenadora, completando que, embora esta edição não tenha a viagem aos Estados Unidos, a premiação não deixa de ser importante, pois o foco é a busca de boas práticas para a melhoria da gestão escolar.

A avaliação das escolas em nível estadual é feita com visitas técnicas para verificar se as informações constantes na ficha de inscrição condizem com a realidade observada, sendo que, por ocasião dessas visitas, poderá ser solicitada a comprovação documental das informações. Na etapa regional, os comitês contam com especialistas contratados pela Coordenação Nacional do Prêmio Gestão Escolar, que utilizam como objeto de análise a ficha de inscrição elaborada pela escola. Ao final, na etapa nacional, a comissão, composta por representantes das instituições parceiras e do Consed, por meio de voto direto, secreto e unipessoal, indicará a escola “Referência Brasil” a partir da análise da ficha de inscrição e de entrevistas com os diretores.

TERCEIRÃO

A Escola João Bento da Costa, que tem matriculados neste ano 3.330 alunos, concorre ao prêmio referência nacional com o projeto Teiceirão, criado há cerca de 15 anos por um grupo de professores, da própria instituição, com o objetivo de aprimorar o conhecimento dos alunos vestibulandos, e que anualmente vem mostrando que uma escola pública pode se destacar com a aprovação em vestibulares para cursos com recordes de concorrência.

Conforme o diretor Francisco Rodrigues Lopes, de um total de 560 alunos, a escola teve aprovados 500 em vestibulares realizados neste ano. Os cursos são diversos, inclusive medicina e direito, os mais concorridos, e nos últimos quatro anos tem ocupado as melhores colocações no ranking entre as escolas públicas e privadas nos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Conforme dados do MEC, a escola chegou a ocupar o primeiro lugar no Estado de Rondônia, com média superior aos 514 pontos na prova objetiva e 574 na redação; e entre as escolas estaduais da região Norte e do País ficou em terceiro lugar, perdendo apenas para o Colégio Militar da Polícia Militar do Amazonas e para a Escola Estadual de Tempo Integral Marcantonio Villaça II, também daquele Estado, em 2013.

O diretor explicou que o Terceirão faz a diferença porque inicia já no 1º ano do Ensino Médio com simulados e aulões, com carga horária de 800 horas. Já no 3º ano são 1.200 horas com aulas aos sábados, domingos e feriados. Ao todo são 18 professores, muitos deles com mestrado ou doutorado, que ministram as aulas com o compromisso assumido de que não podem aderir a greves. Embora a escola funcione nos três turnos, o projeto atende apenas aos alunos do 3º ano da manhã (das 7h30 às 12h50) e tarde (13h30 às 18h50). Os demais alunos estudam das 7h30 às 11h45, das 13h30 às 17h45 e das 19h às 22h45. “À noite, como a maioria dos alunos trabalha durante o dia, não temos Terceirão, apenas o 3º ano normal, devido à carga horária ser muito puxada”, adiantou o diretor.

Além do MEC e da Undime, o Consed tem como parceiros neste ano a Unesco, Fundação Roberto Marinho, Instituto Unibanco, Fundação Itaú Social, Fundação Lemann, Instituto Natura, Gerdau, Fundação Santillana, Fundação Victor Civita e Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).


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