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Programas 11:36, 17 dez 2020 Escolas de Ivaiporã aliam o programa Se Liga a buscas ativas

Escolas de Ivaiporã aliam o programa Se Liga a buscas ativas

O programa ‘Se Liga - É tempo de Aprender mais!’, que tem o objetivo de intensificar o aprendizado dos alunos da rede estadual na reta final do ano letivo, foi aplicado junto a buscas ativas por equipes pedagógicas de escolas em Ivaiporã, na região central do Paraná. Professores, pedagogos e diretores pensaram nas estratégias de execução do programa de acordo com as especificidades de suas comunidades escolares.

Um exemplo é o Colégio Estadual Indígena Professor Sérgio Krigrivaja Lucas, que atende estudantes da etnia Kaingang. A diretora Patrícia Oening Betelli conta que a equipe da escola fez um levantamento dos alunos que estavam correndo risco de reprovação, para incluí-los nas atividades do Se Liga. Então, parte da equipe, acompanhada de um professor indígena, passou a fazer visitas às casas dos estudantes, levando material para estudo, explicando conteúdos e dando auxílio para a resolução de questões. 

A escola também recebe em salas individualizadas os estudantes que preferem ir até ela para receber atendimento. “O professor faz o mesmo procedimento, acompanhando o desenvolvimento das atividades”, conta a diretora Patrícia. “Ao lado de um professor não indígena, que fala português, sempre tem um professor indígena que acompanha e faz a tradução. Como os nossos estudantes são falantes da língua Kaingang, a língua materna, muitos deles têm dificuldade em compreender o conteúdo devido à diferença de idioma. Então, pedimos que os professores indígenas também façam a explicação na língua materna dos alunos”, explica.

Já no Colégio Estadual Bento Mossurunga, a equipe pedagógica decidiu aliar o Se Liga a uma intensificação da busca ativa em ações conjuntas com o Conselho Tutelar. A diretora Geni Hruba conta que começou pela identificação de alunos que entregaram as atividades impressas durante o primeiro e o segundo trimestres, mas acabaram se afastando da escola no terceiro. Alguns dos casos já vinham sendo acompanhados pelo Conselho Tutelar. A partir disso, diretora, diretor-auxiliar e pedagogos fizeram visitas domiciliares para levar novas atividades, verificar as que já estavam com os alunos e conversar tanto com os estudantes quanto com os seus responsáveis legais, que assinaram termo de compromisso para afiançar que os estudantes seguissem na escola. “Já conseguimos notar a melhora. Desde as visitas, tivemos novas devoluções de atividades realizadas”, diz Geni. “Fomos às casas para levar um pouco de esperança, para dizer ‘Você tem chances, tem mais uma tentativa’”, relata.

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