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Publicação 15:20, 5 jun 2020 Estudantes e gestor da rede estadual do AM terão textos publicados em antologia carioca

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Foto: Divulgação

Coletânea “Parem as máquinas” será lançada em setembro, pelo Selo Off Flip

A inspiração está nas pequenas coisas da vida. Prova disso é que, observando os pássaros sobrevoarem o pátio do Colégio Amazonense Dom Pedro II, a estudante Alexandra de Paula Oliveira, da 3ª série do Ensino Médio, motivou-se a escrever o texto “Por uma peônia”, um dos trabalhos selecionados para compor a antologia “Parem as máquinas”, do Selo Off Flip, de Paraty (RJ). A jovem, ao lado de dois colegas e do gestor da unidade de ensino, são alguns dos amazonenses a emplacarem obras autorais na coletânea, que será lançada no mês de setembro.

O nome de Alexandra aparecerá como colaborador do livro com dois textos. O primeiro deles, citado acima, é a história de uma flor refletindo sobre seu destino. “Ele era, originalmente, uma história curta que escrevi como avaliação de Literatura. Foi durante a época de provas, olhei para os pássaros sobrevoando o pátio da escola e pensei em como eles tinham sorte de estar passando por aquilo. Isso me deu a fagulha inicial e, aos poucos, fui montando o resto do conto, que também foi inspirado pelas crônicas de Astrid Cabral”, afirmou a estudante.

Além de “Por uma peônia”, ela assina “Evolução”, uma espécie de comentário sobre como todas as grandes histórias já haviam sido escritas. “Então, decidi escrever um texto justamente sobre isso”, disparou. A vontade de participar das seleções do Selo Off Flip era algo que a jovem já nutria desde o ano passado, mas que teve de adiar por conta da idade. “Desde então, estive acompanhando o perfil [da Flip] e fiquei sabendo da antologia ‘Parem as máquinas’”, completou.

Junto à estudante, os jovens Alefh da Silva Gama e Eduardo Augusto Hungria Mota Vinhote, ambos da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Amazonense Dom Pedro II, também tiveram seus textos selecionados pela editora. Alefh submeteu a crônica “Fases” à chamada pública, enquanto que Eduardo emplacou o conto “Chuva”. “Meu trabalho aborda uma série de momentos pelos quais o protagonista Raul passa. Essas etapas são acompanhadas de várias referências musicais, onde há encaixes perfeitos para cada situação. Logo, tudo pode ser resumido em uma única palavra: ‘fases’”, explicou a Alefh.

De acordo com ele, a inspiração para o texto veio do cantor e compositor Raul Seixas. Fã declarado do artista, o jovem quis homenageá-lo com a crônica. “Procurei mostrar que alguns versos de suas músicas formam uma história completa e única”, finalizou o estudante.

Incertezas do futuro – Durante uma conversa frenética com uma amiga, Eduardo ficou sabendo que um dos alunos de sua avó havia cometido suicídio. Naquele momento, ele pensou na diferença dos cotidianos de algumas pessoas que conhece: alguns são difíceis e corridos e outros têm vantagem de tempo, alguns têm ótimos relacionamentos em família e outros são mais fechados em casa. “A cada momento que eu estava fazendo qualquer coisa, pensava em algum amigo que, provavelmente, estaria fazendo algo distinto”, contou o jovem.

Foi dessa reflexão que ele se inspirou para “Chuva”. “A quantidade de eventos que acontecem em único momento, sendo eles bons, ruins ou neutros. Tentei mostrar o futuro incerto que cada um imaginava”, finalizou Eduardo.

Aula em casa – Gestor do Colégio Amazonense Dom Pedro II, David Wanderson Miranda Martins foi inspirado a participar da seleção pelo próprio trio de pupilos. “Quando [Alexandra, Alefh e Eduardo] me falaram, resolvi participar também. Inspirado por eles”, revelou David, que tirou do projeto “Aula em Casa”, da Secretaria de Estado de Educação e Desporto, a ideia principal para o seu texto, “Castelo online”.

“Meu conto fala sobre o processo de reorganização do nosso trabalho nessa pandemia e como foi a nossa adaptação, além de relatar a resposta imediata do Governo do Amazonas com o ‘Aula em Casa’”, reforçou o gestor.

Segundo ele, o Brasil precisa conhecer o trabalho realizado durante o regime especial de aulas não presenciais, no Amazonas. “Nosso estado é referência no que diz respeito ao ensino não presencial. As pessoas têm de saber disso e conhecer um pouco a organização educacional daqui. Nossos professores são preparados e possuem todas as ferramentas à disposição, além do apoio para desenvolver atividades e se reinventar mesmo em tempo de pandemia”, encerrou.

FOTOS: Divulgação


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