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Sergipe 15:49, 9 jul 2019 Gestores das escolas de tempo integral de Sergipe participam de formação sobre mediação de conflitos

Josué Modesto, secretário de Estado
Foto: Maria Odília

A Secretária de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura iniciou nesta terça-feira, 9, a formação continuada “Mediação de Conflitos: Restaurando Relações no Ambiente Escolar”, cujo objetivo é ampliar e dimensionar as potencialidades de utilização dos círculos restaurativos nas 41 escolas da Rede Estadual de Educação que ofertam a modalidade de Ensino Médio em Tempo Integral. O público-alvo da formação consiste nos técnicos das Diretorias Regionais de Educação (DREs) e do Núcleo Gestor das Escolas de Tempo Integral (NGETI), além dos coordenadores pedagógicos e administrativos e professores da disciplina Projeto de Vida.

Criada a partir de uma equipe intersetorial, envolvendo o Departamento de Educação (DED), por meio do Serviço de Educação em Direitos Humanos (SEDH)/Núcleo de Prevenção à Violência (NPV), NGETI e  Unimed,  o intuito da formação é ensinar as equipes escolares a serem facilitadoras dos conflitos, e assim as partes poderão expor seu pensamento e terão uma oportunidade de solucionar questões importantes de um modo cooperativo e construtivo, o que torna a mediação uma possibilidade de mudar a “cultura do conflito” para a “cultura do diálogo”.

De acordo com o secretário da Seduc, professor Josué Modesto dos Passos Subrinho, é extremamente pertinente que a escola pública tenha esse tipo de discussão em pauta. “A Educação é diálogo, e nada mais justo que no próprio ambiente escolar a gente enaltecer esses conceitos para criar uma cultura de paz entre gestores, professores e estudantes da nossa rede de ensino. Os conflitos normalmente não acontecem por acaso, infelizmente temos uma permissividade sobre a violência, então nosso papel é mobilizar a comunidade escolar e fazer diferente e disseminar a importância da comunicação não violenta”, pontuou o secretário, informando que a mediação de conflitos é um item proposto no Plano Estadual de Governo da atual gestão.

A coordenadora do NGETI, professora Emanoela Gonçalves, explica que a inciativa foi pensada também para formar multiplicadores. “Durante a formação, os gestores terão noção de como agir em situações de conflitos que acontecem nas escolas. Então nosso maior objetivo é permitir que esses professores se coloquem nessas situações para conseguir da melhor forma resolver as demandas”, destacou.

Segundo Adriana Damascena, coordenadora do SEDH, a formação foi desenvolvida a partir de um levantamento feito por meio do Núcleo de Prevenção à Violência, sobre as necessidades de cada escola. “Nessa perspectiva, chegamos à conclusão de que era preciso fazer alguma ação no sentido de atendimento a esses estudantes. Então a partir daí a gente começou a alinhar estratégias e unir forças para enfrentar, do ponto de vista, pedagógico, a situação de vulnerabilidade social em que se encontravam nossos alunos”, relatou.

Mediação Necessária

O gestor do Centro de Excelência Professor João Costa, professor Rogério Luiz da Silva, afirma que a formação é relevante porque abordará medidas assertivas de como lidar com os conflitos na escola. “A gente está vivendo um momento diferente na nossa sociedade que envolve diversas vertentes. A escola como parte importante da sociedade é um ambiente que precisa sempre enaltecer o diálogo, e a gente vê como necessária a abordagem desse tema que de alguma forma atinge também o desempenho escolar dos nossos alunos”, enfatizou.

A professora Liliane Teixeira, diretora no Centro de Excelência Gonçalo Rollemberg, compartilha da mesma opinião e afirma que a formação irá contribuir de forma significativa para a rotina escolar da unidade de ensino. “Então essa formação é de fundamental importância para que tenhamos um melhor trabalho na escola e possamos conversar com os nossos alunos com maior tranquilidade”, completa a gestora.

A Formação

Pautado na difusão da Comunicação Não Violenta, o curso visa dar suporte aos professores para prestarem assistência na obtenção de acordos, o que pode constituir um modelo de conduta para futuras relações, em um ambiente colaborativo em que as partes possam dialogar produtivamente sobre suas necessidades.

A coordenadora do NPV, professora Nadja Bispo, destaca que a perspectiva é instrumentalizar as equipes sobre o uso adequado da comunicação não violeta entre os estudantes. “Vamos mostrar os ciclos restaurativos, um instrumento específico para mediação de conflitos, para quando o professor detectar uma situação entre os alunos, o conflito não cresça e se transforme em uma violência maior. Então incialmente vamos trabalhar essa abordagem mais direcionada”, destacou Nadja, informando que a formação também será mediada pelos psicólogos Andressa Oliveira e Diogo Messias.


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