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Distrito Federal 11:43, 3 jun 2020 Google Sala de Aula abre as portas para o Ensino Fundamental

Google Sala de Aula abre as portas para o Ensino Fundamental

A plataforma já tem conteúdos para até duas semanas de estudos

O novo cenário em razão da pandemia da covid-19 mudou a rotina dos estudantes. O acesso diário de crianças e de adolescentes à internet tornou-se um aliado ao aprendizado da rede pública de ensino.  No Distrito Federal, a utilização da plataforma Google Sala de Aula começou pelo Ensino Médio e agora é a vez do Ensino Fundamental poder acessá-la. Os estudantes do 6º ao 9º ano já podem clicar e começar a se habituar à realidade que conecta professores, colegas e toda a comunidade escolar, apesar do distanciamento social.

Tão fácil quanto conectar-se às redes sociais conhecidas pela maioria, para participar do Google Sala de aula e não deixar a pandemia atrasar o conhecimento, cada estudante com e-mail cadastrado na rede já pode ter acesso. Quem não sabe o login e a senha precisa seguir o passo a passo disponível na própria plataforma.

Atenção!

No boletim escolar do último ano consta o código do estudante. Ele será necessário para o acesso. Aos novatos na rede pública de ensino do DF, a Secretaria de Educação orienta para que os responsáveis liguem no número 156, opção 2, para receberem a identificação correta do aluno.

Embora ainda sejam facultativas, enquanto a SEEDF fecha o cronograma para que essas aulas comecem a valer para o ano letivo, os estudantes do Ensino Fundamental já podem encontrar conteúdos produzidos pela Secretaria na plataforma. São materiais para até duas semanas de estudos.

Ao todo, 4.934 professores do Ensino Fundamental já estão cadastrados para colocar a mão na massa e envolver as turmas no ensino mediado por tecnologia. O estudante vai acessar o Google Sala de Aula, buscar a turma de origem e, a partir daí, interagir.

No último mês, em apenas um dia, o programa chegou a contabilizar a postagem de mais de 20 mil materiais por professores da rede. São textos e conteúdos interativos audiovisuais. Além disso, os docentes têm a oportunidade de manter o contato com os alunos pela plataforma. Em alguns casos, pode ser necessário baixar as atividades e enviar para o professor. Com todas essas possibilidades é ideal manter em dia o acesso à turma no Google Sala de Aula.

Todo o conteúdo do Programa Escola em Casa DF é produzido com base em temáticas e objetivos do Currículo em Movimento, por meio da parceria SEEDF, professores e Coordenações Regionais de Ensino. A rede pública de ensino já conta com mais de 1.500 professores de todas as etapas certificados pelo curso G Suíte da Eape, com formações desde 2017 para o uso do Google Sala de Aula. Aqueles que ainda não se prepararam vão passar por formações organizadas pela Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape).

Até esta terça-feira (2/06), mais de 240 mil estudantes da rede pública de ensino do DF se conectaram à plataforma. Quase 38 mil são alunos de escolas do Gama, seguidos por Taguatinga (32 mil) e Ceilândia (30 mil).

Escola em Casa DF

Portaria nº 129, de 29 de maio de 2020, institui oficialmente o programa Escola em Casa DF para a oferta de conteúdos pedagógicos de forma remota aos estudantes da rede pública de ensino do DF.

De maneira organizada, três planos vão nortear as ações do Escola em Casa DF: o Plano de Gestão Estratégica para a Realização das Atividades Pedagógicas Não Presenciais, já encaminhado ao Conselho de Educação do DF; o Plano de Gestão de Pessoas para os profissionais da SEEDF em exercício nas unidades escolares da rede pública de ensino do Distrito Federal atuarem de forma remota; e o Plano de Tecnologia da Informação e Comunicação no contexto pedagógico remoto.

O Programa Escola em Casa DF está assegurado também em três eixos de atuação. O Pedagógico disponibiliza as aulas pela TV para todos os estudantes da Educação Básica da rede pública; a plataforma com salas de aula virtuais e material físico pedagógico (impresso, livro didático) aos alunos sem acesso; a formação continuada dos professores para uso da plataforma e aplicação das metodologias de ensino-aprendizagem à distância; disponibilização de canais de comunicação para atendimento remoto prioritário aos estudantes e aos demais membros da comunidade escolar, além da adequação do Currículo em Movimento para os diferentes componentes e etapas.

O Eixo Gestão de Pessoas vai trabalhar a adequação da carga horária e a atuação dos profissionais ao espaço escolar e ao trabalho remoto, bem como vai pensar o acolhimento dos docentes nesse período e ficar atento aos que fazem parte do grupo de risco para a covid-19.

Por fim, o Eixo Tecnologias da Informação e Comunicação é responsável pela disponibilização dos meios de acesso às plataformas e às teleaulas, pelo suporte e o sítio do programa Escola em Casa DF, ainda pela adequação dos sistemas de informação existentes para os registros de acessos remotos tanto dos estudantes quanto dos profissionais da Educação.

Nathália Borgo, Ascom/SEEDF

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