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Educação 12:43, 9 abr 2018 Lei Francisco Marto de Azevedo é aprovada para regulamentar Festival Estudantil Rondoniense de Artes

Lei Francisco Marto de Azevedo é aprovada para regulamentar Festival Estudantil Rondoniense de Artes

Com a Lei Professor Francisco Marto de Azevedo, número 4.239 de 27 de março deste ano, o Festival Estudantil Rondoniense de Artes (Fera) dá os primeiros passos para a ampliação do projeto e a conquista de créditos necessários para atender à demanda das atividades, remanejados através de decreto do Poder Executivo, sendo ele incluído nos programas de promoção de atividades desportivas e culturais escolares.

Segundo Raimundo Melo, técnico da Gerência de Cultura e Esporte Escolar (Gefece) da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), o Fera começou em 2015, com um projeto piloto que atendia aos alunos atletas que participavam dos Jogos Escolares Rondonienses (Joer). “As atividades serviam, além de mostrar os talentos artísticos dos alunos do Joer, preenchiam o tempo vago entre os jogos. A princípio, somente os atletas que participavam e apenas em três categorias: Música, Fotografia e Pintura”.

A técnica Sabrynne Sena conta que já no ano seguinte, percebendo que muitos talentos artísticos não participavam dos jogos, mas poderiam se encaixar no Fera. Foi aí que a gerência abriu o festival para a participação geral dos alunos da rede pública estadual. “Foram incluídos então mais três categorias: o Teatro, o Cinema e a Dança. Nós continuamos fazendo parte do calendário do Joer nas fases regionais, mas nas fases escolares e municipais as seletivas são separadas. A ordem das seletivas começa pela fase escolar, os selecionados vão para a fase municipal, depois regional, e por último, a estadual”, explica Sena.

No último ano, 2017, participaram do festival 658 alunos, divididos entre as 10 regionais do estado. “Divulgamos o regulamento em março, até o início de maio acontecem as fases escolares e municipais, e até o início de julho, no máximo, são as fases regionais. Até novembro é a fase estadual (final), quando são selecionados e premiados com troféus os vencedores”, acrescenta a técnica.

O que muda com a legislação

Raimundo Melo diz que “a nova lei foi criada para fortalecer a atividade, tornando-se uma política pública, e agora vamos até as regionais para fazer um trabalho de capacitação, para que professores e alunos possam realizar os eventos, buscando a excelência, a qualidade técnica. E agora teremos previsão de recurso, já que antes era ligado ao Joer”.

A lei foi batizada com o nome Professor Francisco Marto de Azevedo, que foi um profissional da área de Educação Física, atuante no setor, contribuindo para a criação do regulamento. “Foi ele quem redigiu a minuta do projeto de lei, estava trabalhando aqui conosco no início de 2017 e faleceu no mês de maio. Então nós pensamos em homenagear o profissional competente, que tanto contribuiu com políticas públicas para a juventude”, conta Melo.

O festival só será independente a partir de 2020, quando a lei deverá começar a ser colocada em prática. “O planejamento orçamentário já estava fechado desde 2017, para este ano e para 2019, e a lei só foi aprovada agora. Então seguiremos estes dois anos ainda ligados ao Joer, mas teremos um leque de possibilidades para trabalhar e ampliar o projeto a partir da legislação”, diz o chefe do Núcleo de Educação Física, Esporte e Cultura Escolar da Gefece, Alan Raniere Xavier.

Serão acrescentados mais três segmentos nas competições do Fera. “Além da Fotografia, Música, Pintura, Dança, Teatro e Cinema, agora entra Desenho, Grafite e Escultura, abrangendo ainda mais artistas com as nove categorias. A escola dá total apoio e suporte para os alunos, até porque os campeões exaltam o nome da escola e a qualidade das atividades desenvolvidas”, afirma Sabrynne Sena.

Raimundo Melo considera que a lei deve facilitar para que a premiação dos alunos também seja algo mais valioso para o crescimento artístico dos participantes. “Tem o festival internacional estudantil de cinema no Rio de Janeiro, o festival nacional de teatro, de música, artes plásticas, enfim. Estamos pensando em premiar os vencedores com visitas a esses eventos e isso já está em conversação. Vamos trabalhar para dar aos nossos artistas boas oportunidades através do Fera”, concluiu.


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