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No Amapá 10:51, 3 nov 2020 Professora conta experiência de utilizar ferramentas digitais para ministrar aula na pandemia

Professora conta experiência de utilizar ferramentas digitais para ministrar aula na pandemia

Maria Goreth Moraes, professora de língua portuguesa, assim como tantos outros professores vivem o momento de aprendizado com as novas ferramentas.

Por Valdeí Balieiro 


Por conta do cenário de pandemia, a educação enfrenta grandes desafios. Não se sabe ainda quando as aulas presenciais poderão retornar, mas quando acontecer, mudanças na infraestrutura das escolas e nos recursos humanos poderão ser exigidas.

Para os professores, em particular, o momento está exigindo força e determinação para continuarem ensinando. Segundo conta a professora Maria Goreth Moraes, que leciona a disciplina de língua portuguesa na Escola Estadual Antônio Lima Neto, zona norte de Macapá, a sua metodologia de aula, antes da pandemia, teve de ser mudada por completo.

“Antes da pandemia, eu planejava a aula em casa e vinha para sala de aula lecionar. Com a pandemia, tive que estudar, pesquisar, procurar saber e aprender novas técnicas de ministrar minha aula”, contou.

A grande maioria dos professores utilizam as tecnologias no seu dia a dia, mas o contexto muda quando se trata de conhecer e dominar novas ferramentas e metodologias para adaptar as aulas a um novo formato. Para Maria Goreth, o processo de aprender a lidar com novas tecnologias é um desafio que é vencido aos poucos.

“Eu não era muito ligada a tecnologia digital, mas busquei ajuda com meus colegas professores que têm mais experiência e também passei a usar as ferramentas digitais da Seed. Agora, ainda mais, pesquiso, formulo questões e coloco na plataforma e em grupos do WhatsApp para que os estudantes tenham acesso e me deem o retorno. Esse processo não é fácil, mas estamos aprendendo a lidar”, afirmou.

A profissão de professor possui uma relação interpessoal e de acolhimento. Conforme cita a professora Goreth, a falta do contato presencial e das interações entre professores e alunos é outro desafio que necessitar ser adequado às aulas.

“Converso muito com os pais dos estudantes, tendo em vista que eles possuem muitas dúvidas sobre as atividades de seus filhos e são parte nesse processo de aprendizado. Além dessa conversa com os pais, dialogo com os alunos regularmente para tornar o conteúdo da aula o mais claro possível, porque presencialmente é mais fácil, mas por meio remoto exige um pouco de preparo, paciência e dedicação”, finalizou a professora Goreth Moraes.

Retorno das aulas presenciais

Um comitê estratégico para Retomada Responsável e Gradual das Atividades Educacionais Presenciais na rede pública e particular de ensino do Amapá, foi formado com o objetivo de elaborar protocolos de medidas sanitárias, ações pedagógicas, gestão de pessoas, transporte escolar e alimentação escolar para o retorno às salas de aula no Estado.

Ainda não há previsão para o retorno das aulas presenciais, mas os estudos seguem sendo feitos peço comitê que é formado por gestores governamentais, órgãos representantes de classes, Universidade Estadual (Ueap) e técnicos da educação, saúde e vigilância.

Sigeduc

O Sistema Integrado de Gestão da Educação (SigEduc) é uma plataforma pioneira que integra todas as escolas da rede estadual de ensino do Amapá, informatizando suas atividades didático-pedagógicas e técnicas. O sistema possibilita aos estudantes, professores, gestores e familiares o acesso aos recursos e às informações relacionadas às rotinas escolares.

Por meio do sistema o estudante acompanha suas notas, frequências e conteúdos curriculares, podendo interagir com os professores e alunos da sua turma, receberá comunicados, entre outras informações. Clique aqui para acessar o SigEduc.


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