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Rio de Janeiro 17:05, 1 fev 2018 Programa “Um Novo Horizonte” capacitará profissionalmente adolescentes em conflito com a lei

Marcia Costa
Foto: Marcia Costa

Internos do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), instituição que pertence à Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) do Rio de Janeiro, farão cursos de profissionalização e cultura

Uma parceria do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) com a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) do Rio de Janeiro e a Petrobras vai permitir que cerca de 1.200 adolescentes, que cumprem medida socioeducativa, participem do Programa “Um Novo Horizonte”. O objetivo do convênio é oferecer aos jovens, no período de dois anos, os cursos de Artes Cênicas, Eletricista Instalador Predial de Baixa Tensão, Empreendedorismo, Encanador Predial, Garçom, Manutenção e Instalação de Ar-condicionado, Pintor de Obra, Produção e Edição de Vídeo (curta-metragem) e Stop Motion, por meio do Instituto Terra Nova.

As aulas começarão no dia 19 de fevereiro, no Centro Vocacional Tecnológico (CVT) da Faetec, na Ilha do Governador. Ao final do programa, oito jovens serão contratados como monitores.

– Essa oportunidade que estamos dando não é apenas um sonho ou um projeto teórico. Estaremos oferecendo cursos que na prática prepararão realmente os jovens do Degase para o mercado de trabalho, ou seja, uma verdadeira ferramenta de ressocialização – destacou o secretário de Estado de Educação do Rio de Janeiro, Wagner Victer.

De acordo com Alexandre Azevedo, diretor geral do Degase, a proposta é que esses adolescentes os instrumentos necessários para construírem um futuro promissor.

– Estes cursos darão condições para que eles aprendam uma profissão capaz de sustentá-los pelo resto de suas vidas – disse.

Segundo a primeira-dama e presidente do RioSolidario, Maria Lúcia Horta Jardim, a formação é um caminho fundamental para que eles possam ser reinseridos na sociedade.

– A Educação tem o verdadeiro poder de transformar, e a capacitação é uma das principais ferramentas de transformação e de ressocialização destes jovens que precisam superar tantas adversidades – declarou.

Responsável por acompanhar o cumprimento das medidas socioeducativas, a juíza Lúcia Glioche elogiou a iniciativa.

– O Poder Judiciário é aquele que diz que um jovem tem que ir para o Degase e, também, a hora que ele pode deixar a unidade. Portanto, também é responsável pelo que acontece ao adolescente dentro da instituição, o que ele vai aprender. Sendo assim, esse projeto é um aceno de que, sim, confiamos na recuperação e na reinserção destes jovens na sociedade – concluiu.

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