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Sergipe 17:19, 3 dez 2020 Sergipe, Alagoas e Pernambuco dialogam sobre readequação do calendário escolar e colaboração com os municípios

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Integrantes da Seduc e da Undime dos três estados realizam uma webinar para trocar experiências interestaduais sobre o calendário escolar

A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), por meio da Assessoria de Colaboração e Assistência aos Municípios (Ascam), realizou na manhã desta quinta-feira, 3, o webinar intitulado “Readequação do Calendário do Ano Letivo”. A transmissão aconteceu por meio do canal do YouTube da Educação Sergipe em parceria com as seccionais da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) nos estados de Sergipe, Alagoas e Pernambuco, com o apoio da Fundação Lemann.

O webinar contou com a participação de dois especialistas em educação. A professora Cleuza Repulho é mestra em Educação pela Universidade Mackenzie. Foi presidente da Undime Nacional por três vezes e secretária municipal de Educação em Santo André (SP) e São Bernardo do Campo (SP). Atualmente trabalha como conselheira de várias instituições e consultora do Programa Formar, da Fundação Lemann. O professor João Cêpa é mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Assessor de Apoio Curricular e Educação Ambiental da Secretaria de Educação do Estado do Espírito Santo e atualmente trabalha como consultor da Fundação Lemann.

De acordo com Andrea Lima Dantas, diretora da Ascam, o objetivo do encontro, que reuniu secretários de Estado, especialistas, dirigentes das seccionais da Undime, secretários municipais de educação e equipes técnicas dos estados de Sergipe, Alagoas e Pernambuco, é apoiar os municípios a traçarem estratégias para a regularização da carga horária do ano letivo de 2020. “Também objetivamos o fortalecimento do regime de colaboração entre o Estado e os municípios”, disse.

O secretário da Seduc, Josué Modesto dos Passos Subrinho, fez a abertura com a tônica de que é necessário repensar o calendário escolar buscando as contribuições de experiências vivenciadas em outros estados brasileiros. “É uma decisão complexa, por isso está passando por consulta nas escolas e nos municípios. Já fizemos várias reuniões preliminares e gostaríamos também de ouvir os especialistas e as experiências dos colegas nos estados e respectivos municípios”, destacou.

O recém-nomeado secretário de Estado da Educação de Alagoas, Fábio Guedes Gomes, resumiu o encontro a uma alavanca que multiplica a força para alcançar um objeto, neste caso na obtenção de soluções que tornarão possíveis deliberações que atendam às redes estadual e municipal. “Também estamos à disposição para trocar experiências com outros estados e municípios a fim de que possamos enfrentar o problema por meio de um contrato social entre o Governo, municípios, organizações filantrópicas, privadas e a comunidade acadêmica”, concluiu.

“Esperamos que esse seminário possa nos apresentar um caminho à luz da legislação para orientar nossos municípios a adequar o calendário escolar, alinhando o fortalecimento do processo de ensino e aprendizagem dos nossos alagoanos”, destacou o presidente da Undime Alagoas, Carlos Rubens de Araújo. Assim como ele, o presidente da Undime Pernambuco, Natanael Belém, apontou como crucial a continuidade do planejamento que as redes até então elaboraram. “Muitos desafios estão sendo superados graças a essa integração de forças”, disse, avaliando a situação desde o início da suspensão das aulas presenciais determinada em março deste ano.

Para o presidente da Undime Sergipe, Thiago Carvalho, o ano de 2021 terá um nível elevado de novas demandas e dificuldades porque será o momento de avaliar e incorrer políticas públicas que possam, de alguma maneira, minimizar os prejuízos gerados pela pandemia. “Que a gente possa obter maior clareza do que podemos preparar para o retorno das aulas no ensino híbrido e readequar o calendário escolar do ano letivo de 2020”, concluiu.

A professora Cleuza Repulho iniciou a apresentação com ênfase nos desafios a serem superados e nos objetivos a serem alcançados para suscitar em deliberações em torno do encerramento do ano letivo de 2020; planejamento dos Projeto Político-Pedagógicos à luz das orientações pedagógicas provenientes do período da pandemia; conceito de Continuum Curricular proposto pelo Conselho Nacional de Educação a partir dos documentos oficiais; e oportunidades para organizar o próximo ano letivo, tendo como base pontos-chave e evidências coletadas de experiências internacionais.

“Se 2020 foi complexo, 2021 promete muito trabalho”, disse a professora Cleuza, sobre a transição de novos dirigentes municipais de educação em função das eleições 2020, que demandará mais responsabilidades da Undime local e da Secretaria de Estado da Educação no acolhimento e na alocação dos novos dirigentes e gestores municipais. “Quem chega se sente muito sozinho em alguns momentos e precisa ter onde buscar respostas para suas inseguranças”, finalizou.

“A gente tem uma dispersão dos alunos em termos de aprendizagem. Temos que entender essa defasagem e retomar esse processo para que possamos novamente continuar avançando com todos os alunos, cada um no seu ritmo, e também entender o ritmo de cada um”, explicou o professor João Cepa, objetivando avaliar o aprendizado dos estudantes. Ele também pontuou o conceito e nuances do continuum curricular, que trata de uma espécie de “ciclo emergencial” como alternativa quando não é possível cumprir os objetivos de aprendizagem previstos no calendário Seduc.


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