Tocantins
31.03.2026
De forma interativa, professores de todo o Estado do Tocantins participam de formação, juntamente com técnicos das Superintendências Regionais de Educação e da Secretaria de Educação sede. O encontro teve início na segunda-feira, 30, e conclusão nesta terça-feira, 31, em Palmas.
A formação ocorre em dois espaços nesta terça-feira: parte dos profissionais discutem a temática na Universidade Estadual do Tocantins, campus Graciosa, e outra parte na Universidade Católica do Tocantins, na Avenida José Wilson Siqueira Campos. O objetivo da ação é valorizar as identidades brasileiras por meio do conhecimento dentro do II Encontro Formativo de Educação Antirracista do Tocantins, que traz a temática “Educar com raízes, transformar com palavras”.
Durante a formação, os participantes realizaram diversas atividades, entre elas elaboração de plano de aula, sugestão de sequências didáticas e leitura de textos dentro da temática antirracismo. Tudo em discussão coletiva, com troca de experiências que devem ser adaptadas conforme cada realidade.
No primeiro encontro, o tema foi trabalhado com os professores da área de Ciências Humanas. A formadora Jonara Lúcia Streit comentou que, apesar de cada encontro trazer uma área de conhecimento, o tema deve ser trabalhado de forma transdisciplinar. “Nesse encontro, o foco é trabalhar com a área de Linguagens e Códigos, depois, esse grupo que participou da formação leva a temática para discussão com os outros professores nas unidades escolares, devido o assunto ser tema que abrange todas as áreas”, destacou.
A professora de Língua Portuguesa, Raelma Nascimento, da Escola Estadual São Francisco de Assis, de Axixá do Tocantins, comentou sobre a importância da formação com a temática antirracista para compreendê-la como construção histórica. “Os preconceitos e discriminações são frutos de uma estrutura racista. Por isso que o tema deve ser debatido. Apesar da existência de várias políticas públicas, como por exemplo, a lei que regula o ingresso de estudantes no ensino superior, ainda precisamos discutir muito sobre isso e melhorar ainda mais a questão da inclusão”, ponderou a professora.
O formador, professor Diogo Januário, comentou sobre o racismo existente na sociedade e que isso dever ser combatido. “Os estudantes devem tomar consciência da existência do racismo, bem como das formas de combate a isso, por isso que é importante discutir a temática”, destacou.
A professora Ana Etília Henrique de Oliveira é coordenadora pedagógica na Escola Estadual São José, em Piraquê. Ela reforça que professores e estudantes devem se conscientizar sobre a necessidade de se combater preconceito. “É um assunto que deve ser trabalhado de forma contínua, perpassando todas as áreas de conhecimento”, afirmou a coordenadora.
Edição: Ana Luiza Dias/Governo do Tocantins
Revisão Textual: Enedino Benevides Neto/Governo do Tocantins
Abrão de Sousa/Governo do Tocantins