Tocantins
11.02.2026
O Colégio Estadual Dr. Abner Araújo Pacini realizou, nesta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, o Feirão de Escolhas dos Projetos Integradores do Novo Ensino Médio, ação voltada à orientação dos estudantes sobre os itinerários formativos e suas possibilidades de aprofundamento do conhecimento. A atividade permitiu que os alunos compreendessem de forma clara a proposta do Novo Ensino Médio e realizassem suas escolhas de acordo com afinidades, interesses e projetos de vida.
Durante o evento, foram apresentados projetos das áreas de Linguagens e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Ao todo, cerca de 77 estudantes do Ensino Médio participaram da iniciativa.
Os itinerários formativos integram a parte flexível do currículo do Novo Ensino Médio e são compostos por disciplinas, projetos e oficinas, com carga mínima de 600 horas. A proposta busca personalizar a formação dos estudantes, preparando-os tanto para o ingresso no ensino superior quanto para o mercado de trabalho, em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Entre os projetos apresentados, destacou-se o “Mãe África: Vozes da Ancestralidade”, desenvolvido de forma interdisciplinar nas áreas de Linguagens e Ciências Humanas. A iniciativa promove a valorização da cultura afro-brasileira e africana, conforme a Lei nº 10.639/03, fortalecendo a educação antirracista, a equidade e a justiça curricular. O projeto envolve vivências culturais, estudo das comunidades quilombolas, manifestações musicais tradicionais, produção de instrumentos e saberes ligados à alimentação e à identidade cultural.
Na área de Matemática e Ciências da Natureza, o projeto “Plante seu Remédio – Saberes Populares e o Rigor da Ciência” integrou conhecimentos populares sobre plantas medicinais ao rigor científico, abordando identificação botânica, riscos de toxicidade e precisão nas dosagens. A proposta também estimula a consciência ambiental e despertou interesse entre estudantes que pretendem seguir carreiras na área da saúde.
Outro destaque foi o projeto “Vozes da Comunidade”, das áreas de Ciências Humanas e Linguagens, que valoriza a memória, a oralidade e a história local. A iniciativa incentiva pesquisas de campo, entrevistas e registros culturais, promovendo o reconhecimento do patrimônio histórico, das manifestações culturais e da produção artística local, fortalecendo o sentimento de pertencimento e o protagonismo juvenil.
De acordo com a coordenadora pedagógica da unidade, Michelly Barbosa Guimarães, o feirão teve papel fundamental no processo de escolha dos estudantes. “Buscamos orientar os alunos para que escolhessem os projetos de acordo com suas afinidades, interesses e planos para o futuro. Foi um momento importante para esclarecer dúvidas e ajudar os estudantes a entenderem que podem construir um caminho de estudos mais próximo daquilo que desejam para sua formação e vida profissional”, afirmou.
Para a direção da escola, a ação destaca o compromisso institucional com a educação pública de qualidade. “O Feirão materializa o compromisso da escola com a implementação do Novo Ensino Médio, assegurando aos estudantes acesso à informação, orientação pedagógica e oportunidades de escolha que contribuam para a construção de seus projetos de vida”, destacou a diretora Marizete Cardoso.
A estudante Luciene Nogueira de França, que optou pelo projeto Mãe África: Vozes da Ancestralidade, ressaltou a importância da temática. “Acho importante aprender mais sobre a cultura afro-brasileira e as comunidades quilombolas. É uma forma de combater o racismo e ampliar nosso conhecimento como estudantes e como pessoas”, disse.
Já a aluna Maria Eduarda Lenz Feitosa, que escolheu o projeto Plante seu Remédio – Saberes Populares e o Rigor da Ciência, destacou a relação com seus planos futuros. “Pretendo cursar Medicina e achei a proposta muito interessante. O projeto mostra a importância do uso correto das plantas medicinais e como a ciência e a matemática ajudam na precisão e nos cuidados com a saúde”, afirmou.
Seduc/Governo do Tocantins