Tocantins
22.04.2026
A equipe multiprofissional do Colégio Estadual Professora Eliacema Moura Leitão, localizado na cidade de Novo Acordo, promoveu a Semana de Celebração da Neurodiversidade, com conversas e conscientização com os alunos, em sala de aula, para mostrar as diferentes formas de funcionamento cerebral, nos aspectos cognitivo, comportamental ou sensorial. A ação foi realizada nos dias 15 e 16 de abril, com os estudantes do ensino fundamental e médio.
A atividade foi realizada na escola por Cícero Evangelista Rocha e Rosimeire Alves Lustosa Almeida, orientadores educacionais; por Nataly Neves Campelo, assistente social; e por Jaiélli de Souza Santos, psicóloga, com o apoio do gestor escolar, Wesley de Oliveira Ramos.
A ação tem a finalidade de fazer com que os estudantes reflitam sobre o funcionamento do cérebro, que mesmo seguindo um padrão, há pessoas que têm capacidades diferentes de pensar e de agir, mesmo estando no mesmo ambiente que outras, o que se classifica como neurodiversidade.
Foram realizadas palestras nas salas de aula e na ocasião foram abordados temas como Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH), Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) e Transtorno de Aprendizagens que dificulta leitura e escrita (Dislexia), conceitos de neurodiversidade e neurodivergência.
De forma dinâmica e participativa, a psicóloga Jaiélli de Souza Santos desenvolveu vivências e reflexões voltadas à empatia, possibilitando que os estudantes se colocassem no lugar do outro, além de apresentar, de maneira acessível, aspectos relacionados às diferentes formas de funcionamento, comportamentos e diagnósticos.
Os orientadores educacionais contribuíram reforçando informações sobre os tipos de neurodivergências e promovendo reflexões sobre convivência, comportamento em sala e a importância de atitudes mais compreensivas no dia a dia escolar.
A assistente social ampliou a discussão ao abordar questões relacionadas aos direitos, ao respeito às diferenças e ao enfrentamento do capacitismo, incentivando uma postura mais consciente e inclusiva nas relações escolares. A ação teve como objetivo promover a conscientização, incentivar atitudes mais empáticas e contribuir para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor, respeitoso e inclusivo para todos.
“Durante as exposições, destacou-se a importância da inclusão e do respeito aos colegas neurodivergentes e às pessoas com deficiências visíveis, promovendo a reflexão sobre atitudes no ambiente escolar. A ação mostrou-se de grande relevância para ampliar o conhecimento dos estudantes sobre o tema e contribuir para a construção de uma cultura baseada no respeito, acolhimento e inclusão”, explicou Nataly.
A psicóloga Jaiélli destacou o impacto que essas ações têm na dinâmica do ambiente escolar, favorecendo um olhar mais sensível e atitudes mais respeitosas no convívio entre os estudantes. “O interesse dos alunos foi bastante positivo, com participação ativa, engajamento e abertura para as reflexões, tornando o momento muito significativo. Diante disso, discutir a neurodiversidade no contexto educacional se torna essencial, especialmente em relação ao comportamento e à convivência, já que muitas atitudes interpretadas como indisciplina ou desinteresse podem estar relacionadas a dificuldades que o estudante ainda não consegue expressar ou compreender. Então, ao trazer esse tema para a sala de aula, promovemos informação, empatia e respeito às diferenças, contribuindo para um ambiente mais acolhedor e inclusivo”, explicou.
A estudante Ana Cecília Sousa Macedo, 14 anos, falou sobre a atividade. “Aprendemos muito. Eu fiquei sabendo que chamar os outros de deficiente é capacitismo, que é discriminação e preconceito de pessoa com deficiência. E refletimos sobre a importância da inclusão em todos os setores da sociedade”, frisou.
Felipe Costa Rodrigues, 17 anos, da 3ª série do ensino médio, comentou sobre a importância do tema para ampliar as relações sociais. “Nós percebemos que não devemos olhar para as pessoas com deficiência, com o olhar de pena, temos que enxergar como uma pessoa que possuiu os mesmos direitos e deveres. Diante disso, vamos pensar primeiro, antes de fazer piadas com os colegas, rebaixando as condições de uma pessoa com deficiência”, comentou.
Edição: Abrão de Souza/Governo do Tocantins
Revisão Textual: Liliane Oliveira/Governo do Tocantins
Joselia de Lima/Governo do Tocantins