Tocantins
30.04.2026
O Colégio Militar do Tocantins (CMTO) Custódia da Silva Pedreira, em Porto Nacional, promoveu uma série de atividades voltadas ao conhecimento e à valorização da história e da cultura dos povos originários do Tocantins, durante o mês de abril, com apoio da equipe da área de Ciências Humanas e do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), da Universidade Federal do Tocantins (UFT).
Entre as atividades pedagógicas, destaca-se O legado indígena xerente, orientado pelo professor Ronney Ribeiro Batista, com a equipe do Pibid-UFT, e participação dos indígenas Gilson Xerente e Adriana Xerente.
Os estudantes do 7º ano do ensino fundamental tiveram vivências práticas da cultura Akwẽ-Xerente, como cantos tradicionais com tradução contextualizada, introdução à língua Akwẽ, pintura corporal e a tradicional corrida de tora.
A oficina Cultura e Resistência do Povo Akwẽ-Xerente foi conduzida pelo professor Leandro Rui Carvalho Batista Oliveira, com a participação dos estudantes da 3ª série do ensino médio. Nessa oficina foram abordados aspectos como a língua, artesanato em capim-dourado, rituais, pintura corporal dos clãs, práticas esportivas tradicionais e a luta histórica do povo Xerente pela preservação de seu território, promovendo um diálogo entre estudantes e mediadores.
A ação integra o trabalho da equipe de Ciências Humanas, para ampliar o olhar dos estudantes para histórias e culturas, valorizando e fortalecendo o respeito à diversidade e a valorização das identidades.
Para o professor Leandro Rui, as ações representam um avanço significativo no processo educativo. “O momento foi incrível. Ver nossos estudantes em contato com a cultura e a história do povo Akwẽ-Xerente reafirma que a escola deve ser um espaço de respeito, pertencimento e valorização das identidades”, destacou.
A estudante Thamyres Rocha Sousa, da 3ª série do ensino médio, destacou o impacto da experiência. “Foi muito legal tê-los aqui na escola, mostrando um pouco da cultura deles. Aprender sobre o povo Akwẽ-Xerente me fez perceber o quanto ainda desconhecemos sobre as culturas indígenas, que fazem parte da nossa própria história”, afirmou.
O estudante Arthur Cardoso Barros, da 3ª série do ensino médio, também ressaltou a importância da atividade. “Aprendi mais sobre as línguas e as músicas, o que mostra a riqueza cultural que eles têm. Foi uma aula que me fez refletir e valorizar ainda mais essa diversidade”, concluiu.
Abrão de Sousa/Governo do Tocantins