Estudantes do Colégio Estadual Irineu Albano Hendges vivenciam cultura quilombola em Santa Tereza

Tocantins

23.06.2026

Estudantes do Colégio Estadual Irineu Albano Hendges, de Guaraí, participaram, no dia 19 de junho, de uma visita técnica ao Quilombo Barra do Aroeira, localizado no município de Santa Tereza do Tocantins. A atividade integrou as ações dos Itinerários Formativos (IFAs) e do projeto Poder Afro, envolvendo estudantes das 1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Médio, com estudos relacionados à temática afro-brasileira.

A visita proporcionou aos jovens uma imersão na história, cultura e modos de vida da comunidade quilombola, reconhecida pela preservação de tradições ancestrais e pela resistência cultural ao longo das gerações. Durante a programação, os estudantes participaram de rodas de conversa, conheceram experiências de organização comunitária e refletiram sobre temas ligados à ancestralidade, identidade negra e valorização da cultura afro-brasileira.

Os participantes também tiveram a oportunidade de conhecer o uso coletivo da terra pela comunidade, com destaque para a Cooperativa de Farinha e as práticas agroecológicas adotadas pelos moradores, que incluem o consórcio entre mata nativa, espécies permanentes e culturas temporárias. As ações demonstraram a relação entre produção sustentável, preservação ambiental e manutenção dos saberes tradicionais.

Outro momento importante foi o encontro com a senhora Natália Rodrigues, moradora da comunidade quilombola. Sua trajetória chamou a atenção dos estudantes por representar um processo de reconexão com suas raízes ancestrais. Após viver por anos em Brasília, ela retornou ao Quilombo Barra do Aroeira para fortalecer os vínculos com sua história, cultura e comunidade.

O professor de história, Donizete Camargo, acompanhou os estudantes e comentou sobre o intercâmbio. “A importância desse tipo de intercâmbio é possibilitar que os estudantes se reconectem com suas referências históricas e culturais, além de conhecerem a riqueza da diversidade cultural do Tocantins”, enfatizou.

Para a estudante Luiza Dolina Jastrow Pagung, a experiência ampliou a compreensão sobre a realidade quilombola e possibilitou relacionar os conhecimentos adquiridos em sala de aula com as vivências da comunidade. “Conhecemos uma cultura que não estamos habituados a ver no nosso dia a dia. Foi possível, inclusive, relacionar os estudos realizados em sala de aula e a culinária local, percebendo uma forte relação entre o que eles produzem e o consumo saudável. Eles produzem o que consomem pensando sempre no meio ambiente e na preservação cultural de forma sustentável”, destacou a estudante.

Edição: Ana Luiza Dias/Governo do Tocantins

Revisão Textual: Liliane Oliveira/Governo do Tocantins

Abrão de Sousa/Governo do Tocantins