Tocantins
05.05.2026
O professor Damario de Jesus de Sousa Ribeiro, que leciona Química e Física, no Colégio Estadual Professora Ana Francisca Maranhão de Sousa, de Filadélfia, está fazendo sucesso no ensino, depois que passou a utilizar Histórias em Quadrinhos (HQs) para compartilhar conteúdos de Termodinâmica, especialmente temas ligados a 2ª Lei da Termodinâmica e Entropia. O interessante é que o professor criou um super-herói chamado Entrópius, para mediar esses conhecimentos de forma mais acessível e envolvente. E para contrapor ao herói, há o vilão chamado Zero Absoluto.
A ideia surgiu a partir de uma conversa do professor com o seu orientador do curso de Mestrado Profissional em Ensino de Física, ofertado pela Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), câmpus de Araguaína. Durante as discussões sobre as dificuldades de aprendizagens, surgiu a proposta de criar um super-herói que pudesse mediar os conteúdos, numa linguagem mais atrativa para os jovens.
“Assim pensamos numa estratégia pedagógica para tornar a aprendizagem mais atrativa, significativa e próxima da realidade dos estudantes. Muitos conteúdos das áreas de Ciências e Física costumam ser vistos como abstratos e difíceis, o que frequentemente gera desinteresse. Nesse contexto, os quadrinhos se apresentam como uma ferramenta capaz de unir linguagem verbal, imagem e narrativa, facilitando a compreensão dos conceitos científicos”, explicou o professor Damario.
Aprendizagens
A iniciativa de utilizar personagens da História em Quadrinhos no ensino começou na última semana do mês de abril e despertou um maior interesse dos estudantes. De acordo com o professor Damario, o produto educacional Entrópius tem apresentado indicativos bastante positivos.
O professor observou um maior engajamento dos estudantes nas aulas, em comparação com as aulas tradicionais. A partir do momento em que os personagens foram criados, e o professor fez uma contextualização dos conteúdos com a cidade de Filadélfia, houve um despertamento da curiosidade dos estudantes. A turma passou a ser mais ativa. “Os alunos demonstraram interesse em acompanhar a história, levantar hipóteses sobre os acontecimentos e relacionar as situações apresentadas com conceitos científicos, como calor, energia e entropia”, esclareceu Damario.
Mesmo com a iniciativa estando ainda no início da aplicação, o professor observou que está sendo perceptível, uma postura mais participativa durante as discussões em sala de aula. “Estudantes que se mostravam mais retraídos passaram a contribuir com perguntas, comentários e interpretações sobre os fenômenos abordados. Esse envolvimento sugere que a linguagem dos quadrinhos e o uso dos personagens favorecem a aproximação entre o conteúdo escolar e o universo juvenil”, afirmou.
A estudante Maria Eduarda Câmara, 16 anos, falou sobre a nova ferramenta de ensino. “Achei interessante a forma como as histórias são contadas juntando imagens e as falas formando as histórias em quadrinhos e isso deixa tudo mais fácil de entender e mais dinâmico. Também percebi que as HQs não são apenas diversão, elas transmitem mensagens importantes. Nossas aulas são mais dinâmicas e interessantes. Eu gostei bastante”, frisou.
O aluno Emerson Felipe Branco Burjaques, 16 anos, destacou a facilidade para compreender os conteúdos. “Sempre achei entropia um assunto complicado. Porém, na aula com HQs, os personagens bagunçando num quarto ajudaram a explicar ideias como desordem, tempo e o motivo de o calor não retornar sozinho ao café quente. A história em quadrinhos tornou a 2ª Lei da Termodinâmica mais visual e fácil de compreender. Assim, percebi que entropia não é simplesmente bagunça e sim probabilidade”, ressaltou.
Sophya Santos Sousa Alecrim, 16 anos, contou como as atividades com Histórias em Quadrinhos contribuíram para melhorar a compreensão dos conteúdos de Física. “O uso de personagens e situações do dia a dia facilitou bastante o aprendizado. Nessa atividade, nossa cidade Filadélfia foi utilizada como referência, com exemplos envolvendo a praia e o Rio Tocantins, ajudando na resolução das questões”, contou.
Pedro Raphael Galvão Costa, 16 anos, disse que a HQ lhe direcionou mais para os estudos. “Além de prender minha atenção, a história em quadrinho simplificou o conteúdo, fazendo com que eu entendesse com mais facilidade. Talvez isso tenha ocorrido porque eu estava 100% focado na história em quadrinhos e não nas conversas paralelas ao meu redor”, comentou.
Edição: Ana Luiza da Silva Dias/Governo do Tocantins
Revisão Textual: Liliane Oliveira/Governo do Tocantins
Joselia de Lima/Governo do Tocantins