Tocantins
17.04.2026
Durante o mês de abril, diversas Unidades Escolas da Superintendência Regional de Educação (SRE) de Dianópolis vêm desenvolvendo, como parte do Poder Afro, ações com os estudantes e comunidade escolar, que promovem o respeito e a conscientização sobre a importância da luta antirracismo e antibullying.
Na última quinta-feira, 16, o Colégio Estadual Dr. Abner Araújo Pacini, de Almas, realizou uma ação voltada à conscientização, prevenção e enfrentamento do racismo e de todas as formas de preconceito no âmbito escolar e social.
A iniciativa teve como objetivo promover um momento de reflexão, diálogo e formação crítica com os estudantes, abordando a importância do respeito à diversidade, da valorização da história e da cultura afro-brasileira e africana, bem como o papel da escola na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e livre de discriminação.
Durante a atividade, os estudantes puderam assistir a uma palestra temática, que trouxe aspectos históricos, sociais e jurídicos relacionados ao racismo estrutural no Brasil. Além disso, foi comentada a relevância da Lei nº 11.645/2008, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas instituições de ensino, para maior valorização identitária e promoção de uma educação antirracista.
Para a diretora Marizete Cardoso, fica o sentimento de orgulho da realização da ação na unidade. “Foi um momento forte de reflexão e aprendizado, em que conseguimos envolver nossos estudantes em um diálogo aberto sobre racismo, respeito e igualdade. Ver a participação ativa dos alunos, trazendo opiniões, questionamentos e construindo conhecimento junto com a equipe, mostra que estamos no caminho certo. Foi uma experiência que tocou, provocou e fez pensar”, expressou.
Segundo a professora e coordenadora da área de Ciências Humanas, Keylla Cariolano, a realização dessa ação reforça o papel da escola como espaço de formação crítica e cidadã. “Como coordenadora da área de Ciências Humanas, considero fundamental promover momentos como esse, que ampliam o conhecimento dos estudantes e incentivam o respeito à diversidade. Foi gratificante acompanhar o envolvimento dos alunos e perceber o quanto a temática despertou reflexões importantes. Iniciativas assim contribuem diretamente para a construção de uma sociedade mais consciente, justa e igualitária”, afirmou.
O estudante Fernando Luiz Franco, do 7º ano do Ensino Fundamental, é membro do Comitê Antirracista da unidade, e relata que participar dessa ação foi muito importante. “Aprendi mais sobre o racismo, suas consequências e a importância de respeitar as diferenças. Foi um momento de reflexão que me fez pensar sobre atitudes do dia a dia e sobre como cada um de nós pode contribuir para uma convivência mais justa e respeitosa. A atividade também nos incentivou a ter mais consciência e a não aceitar nenhum tipo de preconceito”, declarou.
Também em Almas, o Colégio Agropecuário promoveu, nesta sexta-feira, 17, uma palestra sobre educação antirracista e antibullying, em parceria com a polícia militar.
No evento, foram abordados conceitos fundamentais, como a identificação de atitudes discriminatórias, a importância do respeito às diferenças e o papel de cada indivíduo na construção de um ambiente escolar mais saudável e inclusivo. Os estudantes foram orientados a reconhecer comportamentos inadequados e incentivados a adotar atitudes positivas de acolhimento, diálogo respeitoso e a denúncia de situações de injustiça.
A diretora Luciana Castro destaca que a atividade foi necessária e significativa. “Foi um momento importante, onde foram abordadas diferentes formas de racismo e as práticas de bullying, além das consequências que essas atitudes podem trazer para quem sofre os ataques de violência. Ações como essa são essenciais para fortalecer a cultura de paz no ambiente escolar”, explicou.
Segunda a professora Leidimar Ribeiro de Sousa, responsável pela ação, “a escola é um espaço fundamental para a formação integral dos estudantes, não apenas no aspecto cognitivo, mas também no desenvolvimento de valores essenciais como o respeito, a empatia e a valorização das diferenças”, pontuou.
Para a estudante Lara Cabral Severo, foi um momento muito importante e relevante. “Eu achei muito importante porque a palestra mostrou como o bullying e o racismo podem machucar as pessoas de verdade, não só fisicamente, mas também emocionalmente. Ainda me fez entender melhor como identificar essas situações e não ficar calada quando acontecer, seja comigo ou com outras pessoas”, acrescentou.
Revisão Textual: Enedino Rodrigues Benevides Neto/Governo do Tocantins
Gabriela Rossi/Governo do Tocantins